Ulisses Penteado, vice-presidente da BluePex, explica que a mudança gerará uma brecha de segurança para empresas que se valem do MSN como ferramenta interna de comunicação. “A utilização do MSN pode ter caído para usuários domésticos, que acabaram optando por ferramentas novas, como o chat do Facebook. Mas ainda é muito utilizada dentro dos sistemas corporativos”, contou, citando que a companhia gerencia o manuseio do serviço por milhares de funcionários no Brasil, espalhados entre duas mil empresas clientes. Assim que as tecnologias forem fundidas, explicou, os programas de gerenciamento utilizados no Messenger simplesmente não funcionarão com no Skype, abrindo uma brecha para a entrada de vírus e malwares dentro da rede.
Porém, há duas questões que já não mais interferem na segurança do ambiente: uma delas é a garantia de que a troca de mensagens seja feita apenas internamente. Como o MSN permite a criação de login específico para o corporativo (seunome@nomedasuaempresa, em vez de seunome@hotmail.com), era impossível manter contato, caso as regras assim determinassem, com usuários de fora da corporação. Isso seria rompido com a unificação. Contudo, acalmou Penteado, o Skype, que antes não detinha essa funcionalidade, a recebeu recentemente, com o sistema de gerenciamento centralizado.
A integração com conteúdo do Facebook também não é mais um problema: anteriormente, somente o Skype oferecia essa agenda de contatos unificada, o que, posteriormente, chegou ao MSN. “Quando isso chegou ao MSN, acabou havendo um uso inadequado, o que resultou no aumento do problema sobre gestão de gerenciamento. Mas as ferramentas já foram atualizadas para indicar com quais contatos seria possível falar e quais seriam as políticas de envio ou recebimento de arquivos”, contou Penteado.
A Microsoft comprou o Skype em maio de 2011.
Foto: Ulisses Penteado, BluePex: túnel de transmissão