Documentário da Netflix aborda Guerra Cibernética

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Com o avanço da tecnologia, as armas cibernéticas estão cada vez mais poderosas, tornando-se uma grande ameaça para as nações. Atualmente, elas possuem a capacidade causar danos físicos em fábricas, usinas, oleodutos e hospitais.

Foi disponibilizado na Netflix em 14 de outubro de 2015, o documentário NOVA: Cyberwar Threat que discute o poder dessas armas no cenário cibernético. São examinadas a ciência e a tecnologia por trás da guerra cibernética e se já estamos no meio de uma nova e mortal corrida armamentista.

Os programas altamente sofisticados e furtivos, como o notório Stuxnet, podem assumir e até mesmo destruir os sistemas de controle que regulam tudo, de fábricas de alimentos a gasodutos, usinas elétricas e instalações químicas – até mesmo nossos carros.

Enquanto a inutilização das centrífugas iranianas pode ter atrasado o programa de nuclear do Irã, o Stuxnet mostrou um novo cenário de ataque, e com isso, colocando a infraestrutura crítica da América na mira de retaliações. Ao final do documentário, a Agência de Segurança Nacional (NSA) é vista com uma mistura de temor e medo em todo o mundo.

O livro que originou o 16º episódio da 42ª temporada da série americana NOVA, Countdown to Zero Day: Stuxnet and the Launch of the World’s First Digital Weapon, conta a história por trás do planejamento, execução e descoberta do Stuxnet, um malware diferente de qualquer outro vírus ou worm conhecido. Ao invés de simplesmente sequestrar computadores alvo ou roubar informações, o Stuxnet era capaz de transcender do reino digital e causar destruição física em equipamentos controlados por computadores.

No livro, a autora, Kim Zetter, também mostra o desenvolvimento da guerra digital de hoje, na qual as agências de inteligência e militares gastam fortunas para adquirir códigos maliciosos usados em infiltrações e ataques. Ela revela quão vulneráveis muitos de nossos sistemas críticos estão a códigos como o Stuxnet, a nações adversários e hackers anônimos, mostrando exatamente o que pode acontecer se nossas infraestruturas críticas forem alvo deste tipo de ataque. O livro é um retrato abrangente de um mundo à beira de um novo tipo de guerra.

Livro Contagem Regressiva Até Zero Day

Vale a pena destacar que o livro encontra-se disponível na língua portuguesa. A Clavis Segurança da Informação foi responsável pela tradução da obra para o português (do original Countdown to Zero Day: Stuxnet and the Launch of the World’s First Digital Weapon), contando com o apoio do CNPq, da Finep e da FAPERJ.

O documentário possui duração de 53 minutos e legendas em português. Além disso, conta com os principais especialistas em defesa e jornalistas investigativos, incluindo o ex-funcionário da NSA, Edward Snowden e a própria autora do livro, Kim Zetter. NOVA examinou a nova realidade da guerra cibernética, na qual nenhuma nação ou indivíduo está a salvo de ataques.

Outro clássico que precede a história do documentário é o livro “CYBER WAR – The next threat to national security and what to do about it“, também traduzido pela Clavis Segurança da Informação. É o primeiro livro sobre a ciberguerra contendo um argumento convincente de que já estamos em desvantagem. Em linhas gerais, o livro trata sobre tecnologia, governo e estratégia militar; sobre criminosos, espiões e soldados.

Livro Guerra Cibernética: a próxima ameaça à segurança e o que fazer a respeito

No livro que ocupa o 6º lugar de Segurança e Criptografia da Amazon Brasil, Richard Clarke apresenta um panorama surpreendente — e, ao mesmo tempo, convincente — no qual o uso de armas cibernéticas é uma questão concreta a ser considerada nas ações de Defesa Nacional. Como se sabe, computadores — e dispositivos computacionais — controlam boa parte das atuais infraestruturas civis e militares, incluindo sistemas críticos para o bem estar da sociedade e sistemas que suportam a adequada condução de ações militares. Ao usar armas computacionais que causam impacto em tais sistemas, o “inimigo da nação” pode comprometer o bom andamento de ações militares — ofensivas ou defensivas — e pode, ainda, imprimir ações que causem grande impacto na população civil e no funcionamento da sociedade.