CIOs usam cada vez mais o armazenamento em nuvem pública

Cloud ComputingUma pesquisa realizada com 133 CIOs/CTOs na América do Norte, conduzida pela SNIA (assosiação da indústria de armazenamento) e pela empresa de análise Storage Strategies Now, revela que 3/4 das companhias estão usando ou planejam usar armazenamento em nuvem pública. Além disso, todas as organizações com mais de 500 funcionários usam ou têm planos de utilizar os serviços de e-mails, proteção de dados e aplicativos de escritório, além do CRM, em SaaS.

O estudo pinta um cenário em que a tecnologia está pronta para decolar – se os fornecedores vencerem dois receios dos usuários: falta de segurança e baixo desempenho. “Geralmente, dois tipos de empresas adotam a nuvem cedo: pequenas companhias que não podem arcar com a redundância de custos de uma infraestrutura empresarial, e empresas maiores que precisam de rápido dimensionamento de infraestrutura, gerenciada por organizações com foco em armazenamento”, afirma Anand Kapoor, vice-presidente de tecnologia da WNS Global Services (WNS), empresa terceirizada de Mumbai, Índia.

De certa forma, a decisão de usar o armazenamento em nuvem pública é como qualquer outra decisão de terceirização. Empresas se deparam com a sempre crescente necessidade de armazenar dados. A velocidade da implementação é outra questão, afirma Hisam Ahmad, chefe global de arquitetura e engenharia da T-Systems, provedora de hospedagem de Bonn, Alemanha, que tanto usa como fornece armazenamento na nuvem. “Leva tempo para uma organização de TI planejar uma grande infraestrutura de data center. Encontrar um fornecedor e financiar um serviço de armazenamento livra a empresa da necessidade de esperar meses pela conclusão da instalação física”, declarou Ahmad. “Nós estamos vendo organizações de usuários finais passando a frente da TI e contratando diretamente armazenamento em nuvem.

Mas ao implantar armazenamento na nuvem, há alguns riscos a serem avaliados: Medo de violações de segurança, perda do controle e facilidade de acesso a dados essenciais são as maiores preocupações, de acordo com o estudo da SNIA/SSG-NOW. Outra questão relevante é o fato de não haver um modelo padrão de troca de informações em nuvens públicas. Cada provedor tem uma versão própria de estrutura de comando, muitas vezes estranha às aplicações existentes. Adaptar aplicativos existentes para usar uma nuvem pública pode ser uma tremenda dor de cabeça.

É necessário também ter largura de banda, barata e disponível. Como tablets e smartphones se tornaram ferramentas corporativas do dia a dia, novos aplicativos em muitas organizações irão adotar interfaces baseadas em navegadores HTTP para o armazenamento primário. Com mais dispositivos implementados em aplicativos corporativos importantes via web, de certa forma o armazenamento em nuvem automaticamente se torna primário, particularmente se os dados não estiverem salvos no aparelho.

Além da largura de banda, os entrevistados da pesquisa disseram que o desenvolvimento de padrões é essencial. O maior apoio (53%) foi para o padrão da SNIA CDMI (interface de gerenciamento de dados em nuvem). A SNIA ainda afirma que o trabalho que está sendo feito pelo grupo Open Stack – apoiado pela Dell, Rackspace, NASA, Citrix, Cisco, Canonical e outras 50 organizações – vai proporcionar uma interface de maior usabilidade o mais breve possível, oferecendo um real padrão que provavelmente vai preceder em anos a adoção do modelo da Organização Internacional de Padronização. O código poderá ser obtido sob a licença do open source Apache 2.0.

Com planejamento adequado a longo prazo e resolvidas todas essas questões, o armazenamento na nuvem torna-se um grande aliado das empresas.

Via: CIO Gestão