Rio 2016 faz do Brasil um alvo de ataques cibernéticos, diz especialista ao Jornal O Globo

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Ataques a bancos, empresas e até contra a infraestrutura crítica como usinas de energia são alguns dos cenários para os quais o Brasil deve estar preparado durante a realização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro; o alerta partiu de Eugene Kaspersky em uma entrevista para o jornal O Globo.

Kaspersky, que participou da equipe responsável pela segurança nos Jogos de Inverno de Sóchi, na Rússia, afirmou estar preocupado com o fato de que, talvez, o Brasil não dê atenção suficiente para a cibersegurança durante as Olimpíadas, lembrando que é preciso montar times dedicados de respostas a incidentes afinal, “a segurança desse tipo de evento não se resume à instalação de soluções de segurança na rede”.

Ainda que menores em escala, os jogos de inverno sofreram mais de 1000 ataques de todos os tipos – de tentativas de penetração no sistema, infecção, botnets e ataques DDoS. Ataques à infraestrutura não foram registrados, mas não são uma possibilidade descartada no caso dos Jogos no Brasil.

“Eu estive em Itaipu, não na sala de controle, mas em outras instalações (…) Esses sistemas são vulneráveis e, infelizmente, existem quadrilhas profissionais que são capazes de atacar esses sistemas industriais”, alerta o especialista.

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