Agências dos Estados Unidos, Reino Unido e parceiros globais divulgaram um novo conjunto de diretrizes para mitigar riscos cibernéticos em ambientes de tecnologia operacional (OT).

A Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA), o National Cyber Security Centre do Reino Unido (NCSC-UK), o Federal Bureau of Investigation (FBI) e parceiros internacionais lançaram oficialmente os Secure Connectivity Principles for Operational Technology, um guia estratégico voltado a organizações que operam ambientes OT. A iniciativa foi liderada pelo NCSC-UK e tem como objetivo ajudar empresas a reduzir riscos associados a conectividades expostas ou inseguras, protegendo redes contra ameaças cibernéticas sofisticadas, incluindo atores patrocinados por Estados-nação.
Com a crescente interconectividade dos ambientes de OT — impulsionada por benefícios como análises em tempo real, monitoramento remoto e manutenção preditiva — também aumentam os riscos de intrusões cibernéticas capazes de causar danos físicos, impactos ambientais ou interrupções em serviços essenciais. O novo guia oferece um framework prático, com objetivos claros, para que operadores e proprietários de infraestruturas críticas possam projetar, implementar e manter conectividade segura em seus ambientes.
Segundo Nick Andersen, diretor assistente executivo de cibersegurança da CISA, a publicação reforça o compromisso da agência em atuar de forma colaborativa com parceiros nacionais e internacionais. “Ao fornecer orientações práticas para que organizações de OT projetem, protejam e gerenciem a conectividade de seus ambientes, fortalecemos a defesa da infraestrutura crítica contra ameaças cibernéticas maliciosas e patrocinadas por Estados”, destacou. Andersen também reforçou a importância da adoção de princípios de secure by design por fabricantes e integradores de dispositivos OT, como forma mais eficaz de reduzir riscos desde a origem.
O CTO do NCSC, Ollie Whitehouse, ressaltou que a segurança cibernética deve ser tratada como um requisito fundamental para garantir segurança física, disponibilidade e continuidade de serviços. “Desenvolvida em conjunto com parceiros internacionais e com ampla colaboração da indústria, a nova orientação oferece um framework claro e prático para reduzir a superfície de ataque e aumentar a resiliência dos sistemas conectados”, afirmou. Whitehouse recomendou que profissionais de OT em todo o mundo adotem os oito princípios definidos no guia para apoiar decisões estratégicas baseadas em segurança.
Já Brett Leatherman, diretor assistente de cibersegurança do FBI, destacou que os sistemas de tecnologia operacional sustentam silenciosamente serviços essenciais utilizados diariamente pela população. “A conectividade segura desses sistemas é uma questão de importância nacional. Este guia conjunto reforça que ambientes OT são particularmente vulneráveis e cada vez mais visados, tornando a mitigação rápida e a defesa colaborativa fundamentais”, explicou.
A CISA e seus parceiros internacionais recomendam que organizações avaliem seus ambientes de conectividade em OT e implementem as medidas de mitigação propostas no guia, fortalecendo a proteção da infraestrutura crítica frente a ameaças cibernéticas cada vez mais oportunistas e avançadas.
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