O Brasil e a Segurança da Informação – um dos países mais vulneráveis em SI?

O livro “Tecnologias da Informação e Comunicação: Competição, Políticas e Tendências”, lançado no último dia 30, pela Diset (Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura) expõe dados que mostram como a segurança da informação no Brasil precisa ser melhorada.

Samuel César da Cruz Júnior, um dos autores do livro, destaca no capítulo “Alerta sobre Insegurança da Informação: Cenário Brasileiro e Recomendações” que o grande volume de produção, armazenamento e transferência de dados entre diferentes dispositivos e diversas redes resulta em um aumento significativo da vulnerabilidade e das ameaças à segurança da informação.

“A questão da segurança é muito delicada e a solução depende de um conjunto de ações, como maior regulação, porque as redes brasileiras são muito vulneráveis a ataques. Hoje existem botnets [redes de computadores infectadas por bots, um programa malicioso de computador que permite controlar equipamentos à distância] que podem ser utilizados para ataques cibernéticos”, lembra. Hoje, operadoras e fornecedores de serviços de acesso são muito vulneráveis, disse ele.

“No Japão, por exemplo, quando um computador é invadido, a própria operadora se encarrega de avisar ao usuário. Até porque as pragas virtuais são programadas para ficar escondidas nos computadores sem ser percebidas. Temos muitos computadores contaminados, e as pessoas não sabem disto”, acrescentou.

Samuel César diz que uma boa estratégia seria alertar o usuário quando o sistema do computador dele está vulnerável, como fez recentemente o FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, ao avisar sobre o DNSChanger. Para evitar riscos à privacidade, não seria monitorado o conteúdo acessado pelo usuário, mas sim a rede que está sendo usada.

De acordo com a Composit Blocking List (CBL), o Brasil está em terceiro lugar no ranking de países que mais disseminam spam, medido pela quantidade de IPs em lista negra, estando atrás da Índia e do Vietnã. Já de acordo com a Barracuda Networks o Brasil ocupa o segundo lugar em envio de spam estando atrás apenas dos EUA. Esses e outros dados estão presentes no livro.

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