Ferramenta de espionagem é usada para reprimir dissidentes políticos

Morgan Marquis-Boire, engenheiro do Google, e Bill Marczak, doutorando em Ciência da Computação, encontraram evidências de que software de investigações criminais está sendo usado contra dissidentes políticos.

O software foi identificado como FinSpy, uma das ferramentas de spyware mais difíceis de flagrar que é vendida no mercado crescente de tecnologias prontas de vigilância de computadores. As investigações já identificaram o software em servidores em mais de uma dúzia de países, entre eles Turcomenistão, Brunei e Bahrein, embora nenhum governo reconheça que o emprega para finalidades de vigilância.

Ele é capaz de captar imagens de telas de computador, gravar bate-papos no Skype, ligar câmeras e microfones e registrar toques em teclados. Marquis-Boire e Marczak disseram ter encontrado versões do spyware customizados para uso em todos os principais telefones celulares.

O FinSpy é produzido pelo Gamma Group, uma empresa britânica que afirma vender softwares de monitoramento a governos unicamente para uso em investigações criminais.

“Este é um equipamento de uso dual”, falou Eva Galperin, da Electronic Frontier Foundation, um grupo de defesa das liberdades civis na internet. “Se você o vende a um país que respeita as leis, o país pode usá-lo para combater criminosos. Se o vender para um país em que o Estado de direito não é tão forte, será empregado para monitorar jornalistas e dissidentes.”

Martin Muench, diretor da Gamma Goup, em comunicado à imprensa divulgado menos de uma hora depois de os pesquisadores divulgarem suas descobertas mais recentes, disse que um servidor do Gamma Group foi invadido e que foram roubadas várias cópias de demonstração do FinSpy.

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