Voto impresso aprovado para eleições de 2018

art-09No final do mês passado, o Diário Oficial publicou a aprovação de partes da Lei Nº 13.165, que altera regras do Código Eleitoral, tornando o voto impresso obrigatório. A regra passará a vigorar nas eleições de 2018, e o motivo da mudança seria redução de custos durante as campanhas eleitorais, para também simplificar a administração dos partidos políticos, e, incentivar a participação do público feminino. Porém a mudança mais relevante é o fato de agora, no momento da votação, o eleitor emitir um voto impresso, como registro de sua escolha de candidato:

“…no processo de votação eletrônica, a urna imprimirá o registro de cada voto, que será depositado, de forma automática e sem contato manual do eleitor, em local previamente lacrado”. Menciona, ainda, que “o processo de votação não será concluído até que o eleitor confirme a correspondência entre o teor de seu voto e o registro impresso e exibido pela urna eletrônica”. [ http://www.brasil.gov.br/ ]

Após o eleitor escolher os candidatos, seu comprovante ficará lacrado até a confirmação de que o voto impresso, confere com o realizado pelo cidadão. Mas é claro que, pelo fato de o voto ser secreto – definido pela Constituição Federal – o eleitor não poderá sair com o comprovante em mãos.

Ou seja, depois de tanta especulação em torno da segurança das urnas eletrônicas, o eleitor a partir de 2018 terá uma garantia melhor de que não houve fraude durante a contagem de votos:

“Ao defender a impressão do voto, parlamentares argumentaram que o mecanismo ajudaria a aumentar a segurança contra fraudes eleitorais. “Caso haja necessidade de auditoria na eleição, por meio do impresso, isso pode ser comprovado”, argumentou o senador João Capiberibe (PSB-AP). O consultor legislativo do Senado Arlindo Fernandes e o professor de Ciência da Computação da Universidade de Brasília (UnB), Pedro Rezende, também defenderam a medida. Para eles, o voto impresso pode garantir mais transparência nas eleições.”[ http://www.brasil.gov.br/ ]

Para quem é especialista de TI, ou pelo menos, domina um pouco sobre Segurança da Informação, com certeza ficava “uma pulga atrás da orelha”, em relação ao sigilo do voto, sem uma medida de revisão clara e eficiente da comprovação do mesmo. Mas agora ganha o eleitor e também o Brasil. Medidas de Segurança nunca são demais, ainda mais quando se trata de dados de extrema importância, como neste caso.

Fonte: http://www.brasil.gov.br/