Ameaças cibernéticas preocupam empresas mais do que a inflação

Entre outubro e novembro de 2017 a Allianz Global Corporate realizou  uma pesquisa que mede riscos corporativos de empresa de seguros, contando com a participação de 1.911 empresários e corretores em mais de 70 países. Essa pesquisa concluiu que 38% das empresas têm maior preocupação em ser alvo de ataques cibernéticos do que com a inflação ou mudanças regulatórias. Problemas relacionados com a macroeconomia, como inflação, programas de austeridade e aumento no preço das commodities ficaram em segundo lugar (30%) entre os brasileiros no fim de 2016.

Em escala mundial, incidentes cibernéticos ficaram em segundo lugar, com 40%, perdendo apenas para interrupção dos negócios, com 42%. As catástrofes naturais subiram do quarto lugar para o terceiro lugar, ficando com 30%.

O ano de 2017 foi marcado por vários ataques cibernéticos. Em maio de 2017, tivemos o famoso WannaCry, um ransomware que realizou um ataque em escala mundial através da técnica de phishing. Um mês depois, um malware chamado Petya infectou dezenas de computadores.

Estima-se que o WannaCry tenha causado um prejuízo de aproximadamente R$25 Bilhões, embora o lucro obtido pelos atacantes tenha sido apenas de R$ 419 mil em resgates. Esses eventos fizeram com que os incidentes cibernéticos subissem do terceiro lugar para o segundo.

Início de 2018 também foi marcado com revelação de que falhas em processadores da AMD e outras fabricantes, abrindo uma brecha para que ameaças cibernéticas capazes de comprometer a confidencialidade de dados pessoais de usuários.