O papel crítico da segurança de OT na indústria de petróleo e gás (O&G)

Em um mundo hoje cada vez mais digitalizado, os sistemas de Tecnologia Operacional (OT), que abrangem o hardware e o software que monitoram e controlam dispositivos físicos, processos e eventos, são extremamente vitais para nas operações da indústria de petróleo e gás (O&G), pois são responsáveis por toda a gerência, desde a exploração e produção até o refino e distribuição, garantindo o funcionamento contínuo de processos críticos que alimentam economias e comunidades em todo o planeta.

No entanto, essa integração dos sistemas OT com as tecnologias digitais introduziu desafios significativos de segurança cibernética pois devido ao fato de agora estarem conectados a redes corporativas e à internet de forma mais ampla, fazendo com que o setor de petróleo e gás passe a ter que lidar com vulnerabilidades e possibilidades de ataques cibernéticos que podem ocasionar interrupção em operações, ter a segurança comprometida e até mesmo desencadear desastres ambientais.

O cenário de ameaças não para de crescer

A indústria de O&G já sofreu o impacto devastador dos ataques cibernéticos. Um dos incidentes mais importantes ocorreu em maio de 2021 com o ataque de ransomware na Colonial Pipeline, que ocasionou um desligamento temporário do oleoduto, interrompendo o fornecimento de combustível ao longo da costa leste dos EUA. De acordo com informações da época, a Colonial Pipeline supostamente pagou um resgate de US$ 4,4 milhões para recuperar o controle de seus sistemas. No mesmo ano, empresas de petróleo e gás da Noruega, incluindo a Equinor, foram alvo de um ataque cibernético que buscava interromper as operações e acessar informações confidenciais. Esses ataques evidenciaram as vulnerabilidades nas defesas de segurança de OT e ressaltaram a necessidade de maior vigilância.

Os desafios únicos da segurança de OT na indústria de O&G

O ambiente de OT em O&G é altamente especializado, abrangendo sistemas como Controle de Supervisão e Aquisição de Dados (SCADA), Controladores Lógicos Programáveis (PLCs) e Unidades Terminais Remotas (RTUs). Esses sistemas controlam processos críticos como vazão, pressão e temperatura da tubulação, tornando-os indispensáveis para a continuidade operacional, segurança e eficiência.

No entanto, a própria natureza dos ambientes OT os torna complexos e difícis de proteger. Alguns fatores contribuem para sua vulnerabilidade:

  • Sistemas legados: muitos sistemas OT foram implantados muito antes de a segurança cibernética ser uma prioridade. Esses sistemas legados não foram desenvolvidos de forma a possuírem os recursos de segurança necessários para defesa contra ameaças modernas.
  • Maior conectividade: à medida que os sistemas OT se tornam mais conectados a redes de TI e ambientes externos, a superfície de ataque se expande, criando mais pontos de entrada para os cibercriminosos.
  • Complexidade: A diversidade de sistemas OT de vários fornecedores adiciona complexidade à tarefa de protegê-los uniformemente.
  • Requisitos regulatórios: A conformidade com os regulamentos do setor, como o NERC CIP na América do Norte, adiciona uma camada adicional de complexidade, mas é essencial para minimizar os riscos.

Práticas recomendadas para fortalecer a segurança de OT

Para enfrentar esses desafios, as organizações do setor de petróleo e gás devem adotar uma abordagem proativa e abrangente para a segurança de OT. Isso inclui a implementação das seguintes práticas recomendadas:

Conclusão

A transformação digital vem sendo adotada a passos largos pela indústria de O&G, portanto proteger os sistemas de OT torna-se não apenas uma necessidade, mas um imperativo estratégico. Os riscos representados por ameaças cibernéticas aos ambientes de OT são bastante significativos e as consequências de uma violação podem ser catastróficas. Ao implementar medidas de segurança robustas, realizar avaliações de risco regulares e construir uma cultura de conscientização sobre segurança cibernética, as organizações podem proteger suas operações e proteger a infraestrutura crítica.

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