Security-as-Equity: como a cibersegurança se torna motor de novos modelos de negócio

A Clavis marcou presença no Security Leaders Rio de Janeiro, um dos eventos mais relevantes do país quando o assunto é cibersegurança. O encontro reuniu executivos, CISOs e especialistas para discutir tendências, desafios e caminhos para fortalecer a segurança em um cenário digital cada vez mais complexo.

Durante a programação, a Clavis apresentou, em parceria com a v360, o case “Security-as-Equity: o papel da cibersegurança na aceleração de novos modelos de negócio”. A apresentação trouxe uma visão prática de como a segurança pode deixar de ser apenas um requisito técnico e passar a ocupar uma posição estratégica, diretamente conectada à geração de valor e à confiança do mercado.

A principal mensagem foi clara: a cibersegurança está deixando de ser vista como centro de custo e passando a atuar como um verdadeiro ativo de negócio.

Um cenário operacional de alta criticidade

A operação da v360 ocorre em um ambiente altamente sensível, com foco na automação de processos fiscais e na gestão de contas a pagar para grandes organizações. Esse contexto envolve fatores que ampliam significativamente o nível de risco, como:

  • • Alto volume de transações financeiras
  • • Integração com múltiplos sistemas e ERPs
  • • Manipulação de dados fiscais e financeiros sensíveis
  • • Dependência direta da disponibilidade da plataforma

Esse nível de criticidade ganha ainda mais relevância quando se considera a escala da operação: a plataforma da v360 está associada à movimentação de uma parcela significativa da atividade econômica do país, o que amplia o impacto potencial de qualquer incidente de segurança.

Nesse cenário, o risco deixa de ser apenas técnico e passa a afetar diretamente aspectos financeiros, operacionais e reputacionais.

Segurança como diferencial competitivo desde a origem

Um dos pontos que se destacam na trajetória da v360 é a forma como a segurança foi incorporada desde cedo à estratégia do negócio. Em vez de ser tratada apenas como uma exigência regulatória, a cibersegurança foi posicionada como um diferencial competitivo.

Essa abordagem influencia diretamente a percepção de valor da empresa, fortalecendo a confiança de clientes e parceiros e contribuindo para a continuidade e expansão das operações.

Mais do que isso, a segurança passa a fazer parte do próprio produto, impactando decisões comerciais e se tornando um fator relevante na aquisição de novos clientes.

Evolução baseada em maturidade e governança

A evolução da segurança na v360 seguiu uma jornada estruturada de maturidade. Um dos primeiros marcos foi a adoção do conceito de Security by Design, incorporando controles de segurança desde a concepção de sistemas, produtos e integrações.

Na sequência, a organização avançou na formalização de governança e controles, com a adoção de frameworks e certificações como ISO 27001, ISO 27018 e SOC 1 Tipo II. Esse movimento trouxe maior previsibilidade operacional e reforçou a confiança do mercado.

A maturidade também foi acompanhada por um aumento consistente nos investimentos em segurança, incluindo iniciativas como proteção em ambientes de infraestrutura como código e ampliação do uso de inteligência aplicada à identificação de riscos.

Outro avanço importante foi a implementação de um SOC (Security Operations Center), permitindo monitoramento contínuo, maior visibilidade e respostas mais rápidas a incidentes.

Segurança além do perímetro: inteligência e antecipação de riscos

A estratégia de segurança evoluiu para além do ambiente interno. A v360 passou a incorporar práticas de Cyber Threat Intelligence (CTI), com monitoramento contínuo de vazamentos de dados, identificação de exposições em deep e dark web e detecção de fraudes digitais.

Ao mesmo tempo, adotou soluções de gestão da superfície de ataque externa (EASM), possibilitando mapear ativos expostos e identificar vulnerabilidades antes que sejam exploradas.

Esse movimento marca uma mudança importante: a segurança deixa de atuar de forma reativa e passa a antecipar ameaças, contribuindo diretamente para a resiliência do negócio.

De proteção a impulsionador de crescimento

Com uma base sólida de segurança, a organização passou a colher benefícios que vão além da mitigação de riscos.

Entre os principais resultados observados, destacam-se:

  • • Aceleração nos processos de validação de clientes e fornecedores
  • • Redução de riscos em operações críticas
  • • Contribuição direta para a captação de R$ 40 milhões, com maior confiança em processos de due diligence

A maturidade em segurança também acompanhou o crescimento do negócio, permitindo escalar operações com consistência e mantendo padrões elevados de proteção.

Além disso, houve ganhos operacionais relevantes, como aumento de eficiência, redução de falhas e maior controle sobre processos estratégicos.

Um caso apresentado durante o evento ilustra bem esse nível de maturidade. Após a suspeita de vazamento de dados reportada por um cliente, a v360 acionou rapidamente a Clavis. A análise identificou que a origem do problema estava no ambiente do próprio cliente, comprometido por um infostealer — evitando prejuízos maiores e reforçando a importância de uma resposta estruturada a incidentes.

Inteligência artificial e novos desafios para a segurança

Outro ponto abordado foi o uso de inteligência artificial em processos críticos da v360, especialmente na automação fiscal e no tratamento de dados ao longo da cadeia de pagamentos.

Esse uso ocorre dentro de uma abordagem estruturada, que inclui:

  • • Processamento baseado em dados previamente tratados
  • • Minimização da exposição de dados sensíveis
  • • Rastreabilidade das decisões automatizadas
  • • Controle rigoroso de acessos e permissões
  • • Separação entre camadas de processamento e execução

A adoção de IA também vem sendo alinhada às diretrizes da ISO 42001, reforçando a importância de governança, transparência e segurança no uso dessas tecnologias.

Esse cenário aponta para uma evolução importante: à medida que a inteligência artificial se torna parte central das operações, a segurança precisa acompanhar esse movimento — protegendo não apenas sistemas, mas também decisões automatizadas.

Segurança como ativo estratégico de crescimento

O case apresentado no Security Leaders Rio de Janeiro evidencia uma transformação relevante no papel da cibersegurança dentro das organizações.

Em ambientes altamente integrados, com dados críticos e uso crescente de inteligência artificial, a segurança deixa de ser uma camada de suporte e passa a fazer parte da própria infraestrutura do negócio.

A experiência da v360 mostra que, quando bem estruturada, a cibersegurança deixa de ser um obstáculo e se consolida como um diferencial competitivo — atuando como motor de crescimento e conectando proteção, inovação e geração de valor de forma consistente.

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