Por que ataques a dispositivos Apple estão aumentando (e vão continuar aumentando)?

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A Apple já gozou da reputação de fornecer sistemas operacionais mais seguros e menos suscetíveis a ataques envolvendo vírus do que seu rival da Microsoft. Porém, há anos seus dispositivos vêm se tornando alvos cada vez mais frequentes de malwares e outros ciberataques.

Alguns exemplos: em 2012, 600 mil Macs foram infectados com um trojan chamado Flashback – criado para roubar senhas e informações pessoais através de browsers e apps como o Skype. Em 2014 foi descoberta uma vulnerabilidade chamada Rootpipe, presente em algumas versões do OS X, que permitia a escalação de privilégios de usuários. E recentemente um novo ataque usa um malware – enviado por e-mail ou entregue em sites maliciosos – que congela o sistema e leva a vítima a contatar um suporte técnico falso.

Isso se dá, em primeiro lugar, graças ao aumento da “superfície de ataque”. Historicamente, o Microsoft Windows sempre foi o OS mais usado e, por isso, o mais visado por cibercriminosos. Atualmente o macOS conta com uma base de apenas 9,61% do total de usuários – contra 83% do Windows – mas sua adoção vem crescendo nos últimos anos o que o torna mais atrativo para atacantes: em 2015 haviam 984 malwares afetando Macs; desses, 768 (81%) haviam surgido apenas um ano antes.

Em segundo lugar está o fato de que usuários de Mac OS simplesmente não tinham que se preocupar com questões de cibersegurança da mesma forma que usuários de PCs, acostumados desde cedo a instalar antivírus e outros softwares de proteção de sistema.

Diante desse cenário, é importante estimular usuários de Mac OS a conhecer e habilitar funções nativas de segurança como o App Sandbox e o anti-phishing do Safari além de adotar práticas como a atualização constante de softwares, especialmente os mais visados como o Java.