Tecnologia nacional é estratégia para segurança cibernética

cyber attackO desenvolvimento de tecnologias nacionais é uma das principais estratégias para a segurança cibernética brasileira, que arca com um prejuízo da ordem de R$ 16 bilhões por ano com ataques cibernéticos. A afirmação foi feita por especialistas no tema.

“A segurança cibernética não é commodity e não está à venda no mercado internacional pelos países que já avançaram neste setor”, disse o secretário de Política de Informação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI), Virgílio Augusto Fernandes Almeida. “O Brasil precisa de ciência e tecnologia para construir proteções eficazes para o ciberespaço e, ainda, ser inovador neste campo”. Segundo o secretário, os ataques têm como focos principais as redes móveis (telefonia) e redes sociais – nos últimos 20 anos, o uso da internet teria crescido mais de mil vezes.

Maior autonomia

O aumento da autonomia tecnológica, a partir do trabalho conjunto das Forças Armadas, universidades, centros de tecnologia como o PTI e empresas como a Itaipu, também foi defendida pelo chefe do CDCiber, General de divisão Paulo Sérgio Melo de Carvalho. “A nossa tarefa é extremamente desafiadora e o networking facilita nosso trabalho”, disse. Para ele, o intercâmbio com outros países ajudaria neste processo – ainda que cada um desenvolva sua própria tecnologia. Por isso, o seminário traz a participação de representantes da Espanha e de Israel.

Parceria estratégica

A parceria do Exército com Itaipu e o PTI levou à criação do Laboratório de Segurança Eletrônica, de Comunicações e Cibernética (LaSEC²). O laboratório desenvolve tecnologias de defesa cibernética para estruturas estratégicas e foi inaugurado em março.

A usina de Itaipu é uma das estruturas estratégicas para o País – aquelas que podem causar colapso em caso de problemas. Nesta lista estão também plataformas petrolíferas, sistema bancário e financeiro (bolsas de valores) e linhas de transmissão de energia, entre outras.

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