Os desafios de encontrar (e manter) talentos na Segurança da Informação

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Uma matéria publicada na versão online do jornal Valor Econômico em fevereiro deste ano ouviu empresários do setor de Segurança da Informação – entre eles o sócio-diretor da Clavis, Bruno Salgado – para entender como a disputa por talentos afeta a área, que passou a ver seus profissionais serem assediados por empresas de vários setores sem relação direta com a segurança, dentro e fora do Brasil.

Para além da disputa, em si, a principal explicação para o aumento na busca por mão-de-obra especializada em cibersegurança é, obviamente, a demanda causada pela evolução (em números e em sofisticação) dos incidentes cibernéticos.

Na última edição do relatório “Global Fraud & Risk Report”, a empresa de cibersegurança Kroll identificou um aumento significativo em fraudes e incidentes cibernéticos ocorridos em 2016. Entre os executivos ouvidos pela empresa, 82% afirmaram que suas companhias sofreram algum tipo de fraude – para efeitos de comparação, em 2015 eram 75%, e em 2013, 70%.  

No Brasil a situação é ainda mais séria; um relatório da CompTIA revelou que 90% das organizações enfrentaram pelo menos um incidente de segurança no último ano e 75% tiveram dificuldade de lidar com uma ou mais violações de dados mais sérias.

São apenas alguns dos dados que reforçam a necessidade de investimentos em equipamentos, processos e pessoal especializado capazes de prevenir, detectar e responder a esses riscos.

No lado da mão-de-obra, no entanto, a dificuldade de encontrar os recursos necessários para responder a esses desafios só faz crescer: para Rogério Reis, sócio da empresa de segurança Arcon, até 2020 faltarão 2 milhões de profissionais de segurança no mundo, o que obviamente deve aumentar ainda mais a disputa por talentos.

E no caso do Brasil, que não está no melhor momento econômico, as empresas ainda têm que enfrentar o assédio de corporações do exterior: “Como a demanda por profissionais é global, a atratividade da carreira internacional aumenta muito”, segundo afirmou Paulo Breitenvieser, diretor de segurança da Cisco, para o Valor Econômico.

Para Bruno Salgado, da Clavis, uma saída é a terceirização, o que nas organizações está sendo chamado de estratégia “1 para 1”: “um time de segurança híbrido em que para cada profissional celetista a empresa contrata um terceirizado” o que, segundo ele, “é o melhor de dois mundos, porque dá uma capacidade de resposta rápida em momentos de baixa ou alta demanda de trabalho”.

Mas empresas que buscam profissionais de nível executivo, com perfil de gestor, enfrentam outros desafios. A demanda por esses profissionais aumentou juntamente com as ameaças, mas diferentemente de outras empresas onde a preocupação é com a escassez de profissionais o desafio aqui é encontrar o perfil correto e definir o papel que esses profissionais têm na organização, a exemplo do que acontece em outros países como os EUA onde os processos e organogramas são mais organizados.

Buscando novos perfis

O artigo “Cresce a busca por executivos de segurança”, também publicado no jornal Valor Econômico mostra que, em geral, esses profissionais têm curso superior em tecnologia e certificações na área de segurança, mas para Rogério Reis, da Arcon, o escopo da segurança é multidisciplinar e tem intersecções com outras áreas; por isso ele destaca que além das habilidades técnicas e de desenvolvimento, outras capacidades como a gestão de negócios vêm sendo consideradas na contratação de profissionais que podem vir a se tornar executivos.

Empresas como o Itaú Unibanco, por exemplo, estão buscando profissionais que, mais do que habilidade técnica, tenham, nas palavras do superintendente de segurança Nelson Novaes Neto,  “espírito empreendedor e flexibilidade para se adaptarem aos cenários que se transformam constantemente”. Atualmente a equipe de Novaes têm vagas abertas para perfis distintos como arquitetura de segurança, engenharia de segurança entre outros. Ele diz que a empresa vem estimulando a formação e especialização dos colaboradores, além de permanecer atenta a novos talentos internos.

Em outro exemplo de tentativa de formar novos profissionais e gestores, a Cisco investe na formação interna em programas de treinamento como o “Alugue um CSO”, em que coloca seus especialistas em segurança para trabalhar em clientes objetivando vivenciar o dia-a-dia das empresas. Para o diretor de segurança da empresa, Paulo Brietenvieser, o profissional de segurança – que já teve um perfil mais “geek”, está se transformando numa “ponte entre o lado técnico e a necessidade dos negócios.

É claro que as certificações e cursos continuam tendo papel importante no mercado, mas não são consideradas essenciais. Bruno Salgado lembra que “os títulos são importantes, mas não garantem que o profissional seja um bom gestor”. O desempenho passado – especialmente nos níveis operacionais – é a melhor forma de avaliar a qualidade de um especialista na área.

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