“Ser seguro” é um fator competitivo hoje para as empresas

O sócio da F-Secure, Mikko Hypponen, foi entrevistado por Hugo Cilo da revista Isto é Dinheiro sobre a competitividade das empresas e proteção de dados. Conhecido também pela Lei de Hypponen, que envolve segurança em Internet das Coisas, durante a entrevista, Mikko explica por que, em todo o mundo, as pessoas têm sido, cada vez mais, vítimas de ataques cibernéticos.

De acordo com Mikko, o aumento no número de ataques cibernéticos está relacionado com a  revolução da Internet. Muitos produtos e serviços categorizados como gratuitos estão longe de serem gratuitos. Muitos deles utilizam os nossos dados como uma moeda de troca. Os dados e privacidade são vistos como uma espécie de moeda digital.

Questionado sobre a quantidade de ataques cibernéticos no Brasil envolvendo, principalmente, bancos e grande e-commerces, Hypponen diz que a ascensão de ameaças cada vez mais sofisticadas se torna mais destrutiva para o negócio e mais lucrativa para o cibercrime. Em adição, comenta a pesquisa Cost of Data Breach 2017, do Instituto Ponemon, em que os danos médios causados pelas violações de dados chegaram a R$ 4,31 milhões por ano no Brasil. Mikko destaca ainda que muitas empresas acreditam que o gasto com tecnologias de segurança é alto e, por isso, optam por não investir em soluções de combate a ataques virtuais e, como consequência, acabam se tornando alvos fáceis dos cibercriminosos. E, por fim, destaca que ser seguro hoje em dia é um fator competitivo para as empresas.

Durante a entrevista, outro tema abordado foi o grau de segurança das urnas eletrônicas das eleições no Brasil. Para Mikko, existe uma preocupação muito forte sobre as vulnerabilidades das urnas eletrônicas e ressalta que essa discussão estará presente durante o Mind The Sec SP 2018.

Outros temas interessantes são discutidos ao longo da entrevista, como fake news, digitalização do sistema financeiro brasileiro e a falta de legislação para crime cibernéticos.

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