
Lançada pela Netflix em fevereiro de 2025 a série “Zero Day” aborda o mundo complexo e intrigante das vulnerabilidades Zero day., Ela explora temas atuais relacionados à segurança cibernética e o impacto de ataques digitais na sociedade moderna através de uma narrativa que mistura suspense, intriga política e os desafios contemporâneos. Tudo isso está relacionado com ataques cibernéticos e as complexidades políticas envolvidas na busca por justiça e segurança nacional.
A trama gira em torno de George Mullen (interpretado por Robert De Niro), um ex-presidente dos Estados Unidos que é convocado para liderar uma comissão especial após um devastador ataque cibernético que causa milhares de mortes e semeia o caos no país. Enquanto investiga a origem do ataque, Mullen depara-se com uma teia complexa de mentiras e conspirações que envolvem figuras poderosas da tecnologia, do governo e de Wall Street.
O que são vulnerabilidades Zero day?
Vulnerabilidades Zero day referem-se a falhas de segurança em software ou hardware desconhecidas pelos desenvolvedores ou pelo público em geral. Essas falhas são denominadas “Zero day” porque, uma vez descobertas por agentes mal-intencionados, Quase não há tempo hábil para que os responsáveis pelo sistema desenvolvam e distribuam correções antes que a vulnerabilidade seja explorada. Isso torna essas falhas especialmente perigosas, pois podem exploradas por ataques cibernéticos sem que haja defesa prévia disponível.
Na série, os ataques cibernéticos exploram essas vulnerabilidades, resultando na desativação de dispositivos eletrônicos e na interrupção de infraestruturas críticas dos Estados Unidos, como energia elétrica e comunicações. Esse cenário destaca a importância da Segurança da Informação e enfatiza a necessidade de estratégias e medidas eficazes de gestão de riscos cibernéticos.
Confira os materiais da Clavis relacionados ao tema Zero Day e Segurança da Informação:
Uma obra fundamental para compreender esse universo demonstrado na série é o livro “Countdown to Zero Day: Stuxnet and the Launch of the World’s First Digital Weapon”, de Kim Zetter, que narra a história do Stuxnet, um malware descoberto em 2010 que visava especificamente o programa nuclear iraniano. O Stuxnet explorou múltiplas vulnerabilidades de Zero day no sistema operacional Windows para se infiltrar em sistemas de controle industrial (ICS) utilizados nas centrífugas de enriquecimento de urânio do Irã. Ao alterar o funcionamento dessas centrífugas, o malware causou danos físicos significativos, atrasando o programa nuclear do país. Este foi considerado o primeiro uso conhecido de uma arma digital para causar danos físicos no mundo real.
O surgimento do Stuxnet marcou uma nova era na guerra cibernética, evidenciando que ataques digitais podem ter consequências físicas devastadoras. A exploração de vulnerabilidades Zero day em sistemas críticos mostrou-se uma estratégia eficaz para sabotagem, levantando preocupações sobre a segurança de infraestruturas essenciais, como redes elétricas, sistemas de transporte e instalações industriais.
A Clavis Segurança da Informação foi responsável pela tradução da obra para o português, contando com o apoio do CNPq, da Finep e da FAPERJ. Para saber mais sobre o livro, clique aqui.
Você pode saber mais sobre o tema assistindo o Webinar #36 – Lançamento do Livro Contagem Regressiva até Zero Day e o SegInfocast #53 – Livro Contagem Regressiva até Zero Day, também disponibilizados pela Clavis.
1) Guerra Cibernética: a próxima ameaça à segurança e o que fazer a respeito
Richard A. Clarke e Robert K. Knake
2015 (Editora Brasport)
A Clavis Segurança da Informação tomou a liberdade de disponibilizar alguns da área em que atua em português. Um deles, “Guerra Cibernética”, apresenta um panorama surpreendente — e, ao mesmo tempo, convincente — no qual o uso de armas cibernéticas é uma questão concreta a ser considerada nas ações de Defesa Nacional. Mais informações sobre o livro podem ser obtidas ouvindo o episódio SegInfoCast #21.
2) Contagem Regressiva até Zero Day
Kim Zetter
2017 (Editora Brasport)

O livro, cuja tradução é um projeto da Clavis Segurança da Informação, descreve o funcionamento do malware Stuxnet, que atacou centrífugas de enriquecimento de urânio do Programa Nuclear Iraniano, mas também discute todos os aspectos táticos e estratégicos associados àquela que é considerada a primeira arma digital de guerra já usada numa ação contra um Estado nacional. Esta obra foi tema do SegInfoCast #34 que contou com a participação de Alan Oliveira, um dos responsáveis pela tradução.
3) Clique Aqui Para Matar Todo Mundo
Bruce Schneider
“Clique Aqui Para Matar Todo Mundo – Como Sobreviver em um Mundo Hiperconectado”, escrito por Bruce Schneier, explora os riscos e as implicações de segurança de uma era hiperconectada e estabelece políticas de senso comum que permite aos leitores usufruir dos benefícios dessa era sem ser vítima das consequências de sua insegurança.
4) Sandworm – Uma nova era na guerra cibernética e a caça pelos hackers mais perigosos do Kremlin
Andy Greenberg
Andy é um repórter investigativo da revista Wired que escreve principalmente sobre temas relacionados à Segurança da Iinformação e privacidade. O livro SandWorm é um resultado de uma extensa pesquisa com diversas evidências sobre as ameaças cibernéticas atuais com base nas ações do grupo SandWorm, mostrando sua influência em empresas, governos e os perigos e impactos do ransomware, inclusive no meio físico. Ele remete também sobre recentes conflitos cibernéticos anunciados na mídia.
5) O Quinto Domínio – Defendendo nosso país, nossas companhias e nós mesmos na era das ameaças Cibernéticas
Richard Clarke & Robert Knake
O livro Quinto Domínio é uma tradução da obra “The Fifth Domain: Defending Our Country, Our Companies, and Ourselves in the Age of Cyber Threats”, dos autores Richard Clarke e Robert Knake. O termo Quinto Domínio, é usado pelo Pentágono para se referir ao ciberespaço.
Considerados dois dos maiores especialistas em segurança cibernética da América, Clarke e Knake, têm ideias importantes sobre como evitar a guerra cibernética para os Estados Unidos, prevenir o crime cibernético contra as empresas americanas e, ao fazer isso, reduzir o ressentimento, a divisão e a instabilidade nos EUA e no exterior.
Conclusões finais
A série “Zero Day” e o livro “Countdown to Zero Day” oferecem uma visão aprofundada sobre as vulnerabilidades Zero day e suas implicações no mundo moderno. O caso do Stuxnet serve como um alerta sobre os riscos associados a essas falhas de segurança e destaca a necessidade de medidas proativas para proteger sistemas críticos contra ameaças cibernéticas cada vez mais sofisticadas.Para assistir a série, clique aqui.