
O crescimento do comércio online gerou uma evolução nas políticas de segurança do setor de varejo, com foco na segurança das plataformas de comércio eletrônico, proteção dos pagamentos online, privacidade do cliente e segurança da cadeia de suprimentos. Isso reflete a necessidade de adaptação a um ambiente digital em constante mudança, assim como proteger tanto os dados da empresa como a confiança do cliente em um mundo cada vez mais conectado.
“As empresas do setor de varejo são responsáveis por garantir a segurança dos dados de seus clientes através de diversas medidas preventivas e, para isto, é fundamental que essas empresas avaliem exaustivamente os riscos associados a seus sistemas de tecnologia da informação, identificando ameaças e prevendo tanto sua probabilidade quanto seu impacto no negócio”, indica Ricardo Pulgarín, Security Sales Architecture Manager da Cirion Technologies.
O foco das empresas e instituições deve estar no fortalecimento dos esquemas de cibersegurança. Para isto, Pulgarín fornece 10 recomendações para enfrentar as possíveis ameaças estrategicamente:
1. Proteger os sistemas de recuperação e realizar cópias de segurança dos dados
Em caso de incidentes provocados por pessoas, ransomware ou desastres naturais, é essencial adotar medidas que permitam uma recuperação rápida dos dados e sistemas. Neste caso, é preciso fazer a cópia de segurança dos dados, assim como testes de recuperação, e ter um plano que inclua a definição do ponto objetivo de recuperação (RPO) e determine a frequência com que os backups serão realizados, em conjunto com um tempo objetivo de recuperação (RTO).
2. Realizar simulações de recuperação
Este tipo de ação garante que os dados estejam disponíveis, que cada recurso possa ser recuperado e que tudo funcione dentro do esperado. Além disso, é preciso acrescentar uma comunicação correta ao longo da cadeia de comando estabelecida e definir responsabilidades de equipes e pessoas.
3. Formação e conscientização em cibersegurança
Estabelecer a segurança dos dados deve ser uma prioridade da empresa. Portanto, é fundamental contar com um plano de treinamento em cibersegurança para os colaboradores, tanto para entender os riscos aos quais a empresa pode estar exposta, como para que os colaboradores entendam a importância de assumir a responsabilidade diante de possíveis ameaças e sejam promotores internos da defesa cibernética.
4. Definir a superfície de ataque
As organizações devem ter claro quais são os sistemas, dispositivos e serviços de seu ambiente necessários para manter seus negócios online e seu inventário ativo. Isto lhes ajudará a identificar suas áreas mais vulneráveis e a traçar a linha de base para a recuperação do sistema.
5. Auditar e gerenciar os dispositivos mais vulneráveis
Para ter uma estratégia de segurança integral, é fundamental dispor de controles em todos os pontos críticos da rede. Sem dúvida, a segurança perimetral é importante, mas para ser efetiva – e considerando a alta mobilidade dos usuários – deve ser complementada por segurança nos dispositivos de usuário final.
6. Segmentar a rede
A segmentação pode ajudar a conter o acionamento dos malwares. Se uma ameaça entrar na rede, ela precisa ser “sepultada” e impedida de se movimentar sem verificação prévia, para que interrompa a coleta de informações. Para isto, é necessário “dividir” a rede em seções menores, com um controle melhor do fluxo de tráfego entre elas, evitando assim que as ameaças se movam lateralmente.
7. Proteger os e-mails para evitar o acesso de ransomware
Além dos dispositivos de rede, também é imperativo garantir que as soluções de e-mail estejam executando suas últimas atualizações e que tenham uma proteção de firewall segura.
8. Ampliar o foco na identidade
As organizações precisam implementar mecanismos de autenticação de múltiplo fator para seus usuários e clientes remotos, o que lhes trará maior validação na autorização de acesso à informação mais crítica. Não se pode esquecer o monitoramento do uso de portas, protocolos e serviços na rede, para evitar que aplicações mal-intencionadas encontrem uma brecha de segurança que possa ser explorada pelo atacante.
9. Reforçar a segurança ao longo de toda a cadeia de segurança cibernética (Cyber Kill Chain)
O modelo da cadeia de segurança cibernética identifica o que os criminosos cibernéticos estão fazendo para atingir seus objetivos. A possibilidade de que haja falha humana torna necessária a implementação de uma tecnologia de segurança sólida e de uma estratégia de cibersegurança que integre vários controles e permita visualizar as diferentes etapas que um atacante precisa enfrentar antes de ter sucesso.
10. Implementar um plano de resposta a incidentes
Um plano de resposta a incidentes claramente definido, testado e comprovado, contribuirá fortemente para garantir um resultado melhor no caso de ameaças cibernéticas.
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